5 de nov de 2017

278

A vida é feita de números

Aproximadamente 930 dias juntos
Exatamente 737 desde o dia fatídico onde as coisas começaram a desandar.
52 meses desde que te conheci

278 fotos que hoje eu apaguei.
Momentos nossos que eu dizia guardar para que a memória daqueles dias bons permanecessem... afinal, nem tudo foi ruim, tivemos quase 2 anos e meio de memórias maravilhosas, de dias incríveis e de coisas que vou guardar pra sempre no coração.

Mas olhar pra essas fotos não me trazia mais nada.. eu lembro desses dias, eu lembro de ser feliz ao seu lado. E eu também lembro do depois. E eu não preciso mais olhar pra nossas fotos, ou mesmo tê-las (embora eu ainda admita que ficávamos bem nelas) porque a verdade é que hoje foi meu adeus.

Pra valer dessa vez. E nem doeu. Não teve choro, ou dor... ou nem mesmo a esperança de que talvez você reaparecesse.

Agora eu tô num momento meu... um momento muito bom de autoconhecimento, de saber quem eu sou.. de não ter ninguém pra me preencher, de ser tudo o que eu preciso para estar completamente cheia.

Para quando eu me apaixonar de novo eu não precise preencher nenhum vazio, e sim transborde meu coração com algo novo.

Dizer que tu saiu da minha vida é mentira... estará sempre aqui. Mas no passado, onde já devias estar há 737 dias.

30 de out de 2017

30/10/2017

Um dia antes do meu aniversário. Um dia antes do dia do ano que eu mais espero. E dessa vez tá maravilhoso.

Os últimos anos não foram tão legais e me fizeram ficar desanimada. Esse ano decidi fazer diferente, nada de festas, nada de parabéns, coisas desativadas e o fato de estar sem celular me ajudou bastante. Decidi vir pra Petrópolis, só eu, minha mãe e um casal de amigos. Nogueira, pra ser mais específica. Fazer meu presente ser uma cama confortável, piscina, alguém pra fazer minhas refeições e arrumar minha cama durante 3 dias.

Daí chega dia 30/10 e como que por ironia do destino começa a passar na Tela Quente o filme que mudou a forma como os últimos 2 anos e 6 dias se prosseguiram. (Vai Que Cola, pra futuras referências).

O tempo é algo subestimado e superestimado ao mesmo tempo. Superestimado por todas as pessoas que acham que o tempo vai curar tudo, como se fosse um grande curandeiro dos problemas do mundo. O tempo não cura... ele alivia de acordo com as suas ações para melhorar seu próprio desenvolvimento.

Mas é subestimado também por aqueles que passam pelos problemas e acham que nada mais nunca vai dar certo. Eventualmente fica melhor.

E sim, está muito melhor. Se ainda lembro? Claro! Se sinto falta? Não mais. Na verdade me parece algo distante, acontecido em outra vida... uma memória ruim feita para que eu amadurecesse.

Falar no telefone mais não acelera meu coração, não falar já não me é doloroso e melhor ainda, eu consigo ver um filme sem sentir como se minha vida tivesse um antes e depois. A minha vida é muito mais que isso... é muito mais que uma pessoa, e definitivamente é mais que dois idiotas.

E se hoje eu consigo lembrar de uma das piores memórias da vida e ainda rir das piadas... Eu posso muita coisa!

"Mas Jéssica, sabe por que não tenho emprego? Porque eu tô desempregado!" (Cola, Vai Que) haahahha 

7 de abr de 2016

Eu sou o depois

Eu sou o depois... o "depois te ligo", "depois conversamos".
Eu sou o depois... o "vamos marcar um dia" ou "vamos ver".
Eu sou o depois... o "depois te falo", "mais tarde vemos isso", "depois te explico".

Eu sou o depois... o "meu carro quebrou", "lembrei que tinha médico".
Eu sou o depois... o "chegou visita", "fui ajudar o vizinho".
Eu sou o depois... o "está chovendo", "posso deixar pra amanhã?"

Eu sou o depois... "depois te vejo", "depois te olho", "depois te noto".
Eu sou o depois... o "depois te amo".

Estou cansada de tantas desculpas, de nunca ser prioridade pra ninguém...
De praticamente implorar por amizades ou por encontros, que demoram meses para acontecer.
De correr atrás quando ninguém corre atrás de mim.
De lembrar, mas nunca ser lembrada.
De conversar sozinha, rir sozinha e principalmente chorar sozinha.
Porque, para uma imediatista como eu, que sempre dou um jeito de fazer tudo ao mesmo tempo, o depois é quase uma eternidade.

Estou cansada de escutar e não ser ouvida quando preciso.
De auxiliar nas crises e nunca ter ninguém pra fazer o mesmo por mim.
De oferecer um abraço e um ombro amigo, e nunca ter um cafuné em retorno.
De dar palavras e só receber silêncio.
Ou mesmo de oferecer meu silêncio e só receber o vazio.

Eu sou sempre o depois...
Então depois eu vivo.

1 de abr de 2016

Primeiro de Abril

Eu odeio primeiro de abril.

Por ser dia da mentira, todo mundo acha que pode pregar peças e tudo bem, porque é o dia da mentira!
Mas não devia ser assim...

Quando se vive numa mentira constante, você sabe o quão prejudicial isso pode ser, o quanto pode magoar e o quanto pode te levar tão mais ao fundo que você nem sabia que poderia ir.

Não estou falando dessas que são engraçadinhas, como a que a Netflix fez falando que estaria disponibilizando Game Of  Thrones. Não, isso tá ok. É legal: "poxa, como foi burra!". Tô falando das que podem gerar real oscilação de humor.

"Descobri que tô grávida."
"Vou me mudar pro Canadá"
"Terminei o namoro"

Eu vivo numa constante oscilação e já me é difícil controlar sem a paranóia de não saber se o ocorrido é ou não verídico. E dessa vez eu fiquei magoada. Sei que não vai durar... amanhã já estou com novos pensamentos na mente e deixarei isso pra lá.

Mas quantas vezes vou ainda suportar ser magoada assim?

Eu não fiquei feliz pelo término, eu só tive esperanças... de poder voltar a ligar a qualquer momento, de ter abraços mais constantes, de poder voltar a fazer parte da vida, de ter alguma coisa de volta quando tudo simplesmente vai embora. Eu nunca ficaria feliz por uma pessoa essencial na vida dele sair.. ainda mais porque seria um conjunto de pessoas saindo da vida dele. Eu fiquei preocupada com as mudanças que se seguiriam na rotina...

Mas por algumas horas eu voltei a ter esperanças. E tê-las arrancadas de mim doeu mais do que eu tenho coragem de admitir. Mas é primeiro de abril, tá tudo bem.

E essa é a maior mentira, que eu conto todos os dias. Tá tudo bem. E todos acreditam, afinal, nem todo dia é Primeiro de Abril.

31 de mar de 2016

Eu sou apenas uma.
Mas eu tenho três transtornos psicológicos, que parecem se manifestar alternadamente...
E eu não estou inteira...

Me sinto espalhada em milhões em farelos, pois não há sequer mais pedaços a serem recolhidos. A cada dia eu quebro mais um pouco e sinto mais uma parte de mim ir embora sem perspectiva de volta.

Talvez sejam os transtornos falando, não sei.

Mas a verdade é que me sinto sozinha, aguardo ansiosamente por uma demonstração de carinho que nunca chega ou apenas um 'oi, lembrei de você'. Queria ser essencial na vida de alguém, importante.

Mas quando eu mesma não me sinto importante na minha própria vida, como posso pedir para ser na vida de outra pessoa?

Passo meus dias e noites sonhando acordada com amigos que já não tenho, abraços que não estão mais disponíveis ou dias que já passaram.

Minha vida atualmente é toda no passado. E não tenho forças para reverter isso.

19 de mar de 2016

Sempre fui uma pessoa intelectualizada. Quando criança, na escola, competia com quem quer que fosse para ser a melhor da turma, e quando o era, não me satisfazia e queria ser a melhor da escola, competindo inclusive com pessoas das classes mais altas.

Até mesmo nas matérias em que sou fraca: história, geografia... esse tipo de coisa. E às vezes acabava sendo soberba, por achar que sabia demais e os outros de menos. 

Meus sonhos consistiam em viajar pelo mundo sozinha conhecendo novos lugares e me divertindo. Sempre amei leitura, e filmes... Já li e vi muito sobre o amor, sobre sentimentos, sobre saudade. E achava saber sobre isso. Eu sinto falta de coisas, de pessoas. Sinto falta do meu tempo no Taekwondo, das brincadeiras de criança, das aulas, dos professores... Mas só aos 22 anos descobri que "sentir falta" não é o  mesmo que "sentir saudade". E isso não se ensina em nenhum dos milhares de livros que eu já li.

Isso eu nunca senti antes.

Ao sentir cheiros ou ver fotos meu coração dói. Andar na rua e ver um Siena traz ao mesmo tempo um conforto e uma dor dilacerante, é uma decepção frequente se reparar na quantidade de carros desse tipo que têm na rua. É a primeira pessoa ao qual eu falo, mesmo que à distância, com um simples "bom dia", mas que torna o meu dia mais reconfortante. É a última que falo também, sem esperar por resposta pois geralmente é tarde, mas o meu "boa noite, fica com Deus" estará ali. Deus. Você me trouxe uma proximidade com Ele que nunca tive antes... justamente com todo meu lado intelecto, eu não tinha tempo para ter fé. E eu aprendi... não só a ter fé em Deus, mas fé nas pessoas também.

Eu passo meus dias todos iguais. Uma rotina destrutiva, que consiste em fazer nada. Afinal, ver filme, série e escrever não é nada. É só um método de passar o tempo. Todas as noites eu penso que o próximo dia será diferente... uma das empresas que enviei meu currículo vai me ligar, eu vou voltar a fazer as coisas que eu gosto, eu vou...sei lá, levantar com disposição pra ir na rua e caminhar. Qualquer coisa. Mas nada acontece.

Todas as noites eu fico até 3h ou 4h da manhã chorando... porque só na madrugada eu posso extrair o que eu camuflo todos os dias. E eu sei que chorar não vai adiantar nada, e que não se deve ter autopiedade... mas é assim que funciona. Eu escuto as vozes de todos os meus "amigos" e me sinto cada vez menor. Quero ser alguém que me orgulhe de ser, mas sou fraca e demonstro isso cada vez mais.

E às vezes me autodeprecio, não por querer, mas por não conseguir calar essa voz interior.
Eu escuto sua voz dizendo coisas que me falou anteriormente e penso que isso foi praticamente em outra vida. Eu agora vejo meus momentos felizes com dor.

Como uma vez em que me mandou uma mensagem de voz no whatsapp tão fofa falando do meu trabalho e eu mostrei pra todo mundo porque nunca tive tanto orgulho na vida.

Ou da outra vez em que me falou que às vezes estava sem fazer nada e olhava minha última visualização no whatsapp só pra me perturbar. (e devo confessar que hoje em dia eu abro o whatsapp e o imo só pra alterar esse maldito horário, na esperança de que esteja sem fazer nada rs)

Ou daquela outra ainda em que me ligou e disse, nessas exatas palavras, e consigo até escutar sua voz: "Posso te falar uma coisa? Mas do fundo mesmo do meu coração?" E quando concordei, você disse: "Eu te amo". E essa foi a primeira vez que alguém, que não seja meu pai e minha mãe, disse isso pra mim. E eu nunca contei isso, mas eu chorei o dia inteiro depois isso. Mas de felicidade, porque foi a primeira vez que alguém enxergou em mim além do que eu demonstro.

Porque toda essa camada de "não ligo" é uma grande máscara. E essas são palavras que eu nunca tinha ouvido... ou dito antes. Pra ninguém. Ninguém mesmo.

E com essas lembranças vêm várias outras. Almoços, voltas pra casa, ligações, risadas, broncas, brincadeiras, brigas... e tudo que ficou distante. E eu sinto medo de tudo indo embora. Tenho medo de não te ter mais na minha vida.

Eu tenho tanto orgulho de você... da sua história, da sua forma de ver a vida. E o que eu mais desejo no mundo é te ver feliz. É poder ajudar a alcançar seus objetivos, a poder te ouvir quanto quiser conversar, ou só dar um abraço quando palavras não forem suficientes, a te fazer rir com os meus desastres ou com os piores conselhos do mundo.

Eu sei que já disse muitas vezes, mas nunca parece ser o suficiente. Você é a melhor pessoa que apareceu na minha vida nos últimos 22 anos e me mudou mais do que eu tenho coragem de admitir. E quando eu tenho meus pensamentos ruins uma das poucas vozes boas que eu escuto na minha mente é a sua dizendo: "AAA PARA DE PALHAÇADA. RECRIMINA ISSO"

Me desculpa por todas as vezes que disse o que não devia, ou por falar nos piores momentos possíveis. Eu sou assim mesmo rs

E se tem coisas que eu nunca vou me arrepender na vida são: ter ido trabalhar no feriado, ter ido almoçar com um certo menino da recepção e brigar com minha chefe pra ser amiga desse tal menino.
Eu brigaria com o mundo por ti, pela tua felicidade.

Você é meu melhor amigo, e nada do que eu faça vai chegar nem na metade do que o que fez por mim. E eu sei que não sou a melhor amiga do mundo, e nunca vou ser, e que muita das vezes eu não posso ajudar, mas eu sempre vou estar aqui.

24h por dia. 7 dias na semana. 365 dias no ano e +1 a cada 4.

Ah, e aqueles sonhos de viajar sozinha conhecendo o mundo? Pra quê, se eu posso ter o mundo bem aqui?

6 de fev de 2016

Eu o amo

Sempre disse que eu nunca seria dessas tolas apaixonadas que vivem declamando seu amor aos quatro ventos e sofrendo por alguém. 

Mas isso foi antes.

Não que nunca tenha me apaixonado e sofrido. Isso já aconteceu antes, mas nunca foi amor. Era paixão, era ilusão... Agora é real, quase palpável.

Está escrito na minha testa, nos meus olhos, nos meus pensamentos, na minha pele... cada partícula do meu corpo quer você e quer mostrar pro mundo inteiro quem você é, quer te admirar e quer compartilhar a vida.

Sempre tive dificuldade com as palavras "eu te amo" e acho incrível como consigo pronunciá-las tão facilmente quando se trata dele. Poderia dizê-las todo dia, a todo momento, pra todo mundo.

Porque é a verdade. Eu o amo. Não da forma egoísta de tê-lo pra mim... Não preciso disso, só preciso que ele esteja na minha vida de alguma forma, que ele seja ele mesmo, que ele seja feliz.

Eu o amo. Por cada defeito e qualidade. Em cada riso ou choro. Em cada segundo de briga ou de carinhos. A cada palavra trocada e cada abraço. Cada resposta mal criada e cada desculpa. Por todas as vezes em que desligamos o telefone um na cara do outro só pra retornar em seguida. Por todas as músicas ruins que me fez aprender. Por aprender a gostar da minha banda preferida. Pelo seu dom de me fazer rir quanto o que eu mais quero é chorar, e por acalentar meu choro quando as lágrimas insistem em cair ou até mesmo quando finge brigar comigo por isso.

Eu o amo por toda a sua história de vida, por cada momento de superação e por cada reviravolta. Eu o amo até mesmo por todas as vezes em que me fez chorar por achar que tinha te perdido ou que te perderia em breve. Eu o amo por sempre querer ajudar, mesmo que sejam desconhecidos.

Eu o amo por toda vez em que eu quis te colocar no meu colo e tirar todas as dores do seu coração. E pelas vezes em que quis tirar toda a sua roupa e tirar de nós dois toda essa tensão que nos cerca.

Eu o amo por todo olhar, por toda covinha, por cada marca. 

Por tudo.